Contexto dos cursos piloto IPA+2019-01-31T12:47:57+00:00
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Contexto dos cursos piloto IPA+

Os dois cursos desenvolvidos no projeto IPA+ foram implementados como piloto em Burgos (Espanha) por Autismo Burgos, Lisboa (Portugal) pela Federação Portuguesa de Autismo e em Belgrado (Sérvia) pela Sociedade Sérvia de Autismo. Descrevem-se a seguir as necessidades formativas essenciais dessas entidades e a forma como podem beneficiar com estes cursos:

Autismo Burgos
(Espanha)

Em Espanha, os atuais cursos universitários oferecem conteúdos muito teóricos e é necessário que os estudantes recebam uma formação que inclua um conteúdo mais prático. Autismo Burgos recebe constantemente voluntários e novos trabalhadores, pelo que os cursos IPA+ são muito úteis para assegurar uma formação mais específica. O nível avançado permite uma atualização de conhecimentos dos trabalhadores mais antigos, tendo em conta os constantes avanços que se produzem no domínio do autismo. Ambos os cursos provaram ser uma ferramenta eficaz para chegar a um consenso relativamente aos conteúdos mais relevantes para estudantes de diferentes disciplinas, além de que o formato dos cursos permite aos estudantes integrarem-se quando mais oportuno.

Sociedade Sérvia de Autismo
(Sérvia)

Na Sérvia, um conhecimento “oficial” sobre autismo obtém-se na Faculdade de Educação Especial e Reabilitação, onde existe um departamento para o autismo. Geralmente, estes profissionais prosseguem a carreira em escolas especiais e/ou instituições de assistência social (creches e centros de dia, serviços de assistência domiciliar). No entanto, há necessidade de uma abordagem bastante mais abrangente e multissectorial das pessoas com autismo, uma vez que têm direito ao ensino regular, acesso a cuidados de saúde, serviços comunitários e conteúdos da vida quotidiana. Esta é a razão pela qual a formação em autismo deve ser entendida e concretizada a um nível mais básico e disponibilizada não apenas a profissionais que podem ter o mesmo conhecimento formal, tais como professores do ensino regular, enfermeiros, médicos de todas as especialidades, assistentes sociais, terapeutas da fala, psicólogos, etc., mas também a membros da comunidade – população ativa e membros da família (alargada), para que fiquem com uma noção das características e necessidades do autismo em diferentes contextos e fases da vida. Desta forma, todos poderão prestar apoio, de acordo com o seu papel na sociedade. Em anos anteriores, a SSA tem feito muito em termos de sensibilização e propor uma formação específica em autismo com base na evidência, num tempo em que meios sociais e informação duvidosa estão largamente disponíveis, é um próximo passo lógico e válido. A composição em consórcio e a credibilidade de cada parceiro contribuem igualmente para a fiabilidade da própria formação e do seu conteúdo.

Federação Portuguesa de Autismo
(Portugal)

Em Portugal existem módulos especialmente concebidos para a formação de professores em Autismo. Estes módulos fazem parte de currículos universitários para formar professores de Educação Especial em geral. Há também sessões de formação em diagnóstico, por exemplo em ADOS e ADI, em clínicas, hospitais ou escolas particulares. Contudo, não há cursos a nível Europeu para formação sistemática em autismo. Há necessidade de trocar práticas e discutir juntos as melhores metodologias e conteúdos para formar professores, psicólogos e outros técnicos para a educação de crianças, adolescentes ou adultos com autismo.

O projeto IPA + é relevante e útil de modo a fornecer aos profissionais as ferramentas que lhes permitam encarar juntos os novos desafios dos tempos modernos e compreender melhor os novos conceitos como o da família no mundo em mudança onde as pessoas com Autismo vivem.

O toolkit será bem-vindo para muitas pessoas e com certeza poderá tornar-se um instrumento dinâmico de saber para os formadores em Autismo.